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Auto-compaixão

20 de novembro de 2012

AUTO-COMPAIXÃO

Se você não amar a si mesmo nunca será capaz de amar alguém mais. Se não for benévolo consigo mesmo não pode ser benévolo com ninguém mais.

O que quer que seja para si mesmo você será para com os outros. Se odeia a si mesmo você irá odiar os outros – e você foi ensinado a odiara si mesmo. Ninguém nunca lhe disse, “Ame a si mesmo!” A própria idéia parece absurda porque nós sempre achamos que para nos amarmos precisa de alguém mais. Mas se não experimentar em si mesmo não será capaz de praticá-lo com outros. Foi dito a você constantemente que você não vale nada, que é indigno, que não é o que deveria ser. Existem muitos deveria sobre a sua cabeça, e eles são quase impossíveis de realizar. E quando não consegue realizá-los, quando fracassa, você sente-se condenado. Um ódio profundo surge em você para consigo mesmo. Cheio de ódio, como é que você pode amar os outros? Assim você apenas finge, apenas demonstra que está apaixonado. No fundo não está apaixonado por ninguém; não pode estar.

Cedo ou tarde, todo caso de amor se toma bem envenenado. Ambos fingem que estão apaixonados, ambos vão dizendo que amam. O pai diz que ama o filho; o filho diz que ama o pai. Os irmãos dizem que amam um ao outro. O mundo inteiro fala sobre amor, canta o amor … e você pode achar outro lugar mais desamoroso? Nem um pingo de amor existe – e existe um Himalaia de poesias sobre o amor. Parece que todas essas poesias são compensações. Porque não podemos amar, temos de acreditar através da poesia que amamos. O que perdemos na vida colocamos na poesia, no filme, na novela. O amor está absolutamente’ ausente, porque o primeiro passo ainda não foi dado.

O primeiro passo é : aceite a si mesmo como é, abandone todos os deveria! Elimine o dever em seu coração! Você não pode ser outro alguém que você mesmo. Seja respeitoso para com sua individualidade. E tenha a coragem de assinar seu próprio nome. Não copie assinaturas dos outros. Ninguém espera que você se tome Jesus ou Buddha ou Ramakrishna; espera-se que seja você mesmo. Foi bom que Ramakrishna nunca tenha tentado ser outra pessoa, assim ele tomou-se Ramakrishna. Foi bom que Jesus nunca tenha tentado tomar-se Abraão ou Moisés.

Foi que Buddha nunca tenha tentado tomar-se Patanjali ou Krishnã.

Então você simplesmente relaxa e surge uma graça. Você fica repleto de grandeza, esplendor, harmonia … porque não há conflito! Nenhum lugar para ir, nada pelo que lutar, nada para força-lo. Você toma-se, inocente. Nessa inocência você irá sentir compaixão e amor por si mesmo. Você irá se sentir tão feliz consigo mesmo, que mesmo Deus vem e bate na sua porta e diz “Você gostaria de tomar-se outra pessoa?” você dirá, “Você enlouqueceu? Estou perfeito! Obrigado, mas nunca tente uma coisa dessas – Sou perfeito como sou”.

No momento que você pode dizer para Deus: “Sou perfeito como sou, sou feliz como sou!”, isso é o que no Oriente chamamos deshraddha – confiança: aceitando a si mesmo você aceito seu criador. Negando a si mesmo você nega seu criador.

 Se você diz de uma ‘Pintura de Picasso “Isso está errado e aquilo está errado, e essa cor devia ser desse jeito”, você está negando Picasso. Quando diz, “Eu devia ser assim”, você está tentando ser maior do que Deus. Você diz “Você cometeu erros eu devia ter sido assim” Sua luta é em vão; você está destinado a fracassar. E quanto mais fracassa, mais odeia. Quanto mais falha, mais se sente condenado e impotente. E desse ódio, dessa impotência, como a compaixão pode surgir? A compaixão surge quando você e diz, assim que sou’. Você não tem ideais para realizar. E imediatamente a realização começa a acontecer!

As rosas florescem tão lindamente porque não tentam ser lótus. E os lótus brotam tão belamente porque não ouviram lendas sobre outras flores. Na natureza ninguém tenta competir com ninguém, ninguém tenta tomar-se outro alguém. Tudo é do jeito que é. Seja você mesmo.

 É muito difícil viver com um santo, um santo estará continuamente condenando: por gestos, pelo olhar, a forma de falar. Ele sempre tem ideais nos olhos. É muito difícil viver com um santo … porque ele não aceita a si mesmo. Ele tem muitas coisas nele. Notas dissonantes. Ele precisa ir além. É claro, ele vê as mesmas coisas em você de uma maneira exagerada.

Para mim só é um santo a pessoa que aceitou a si mesmo, e nessa aceitação aceitou o mundo inteiro E isso é curativo, terapêutico. Apenas estar com alguém que lhe aceita totalmente é terapêutico.. Você será curado.

 Osho, Extraído de: A Sudden Clash of Thunder

*Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os caminhos”

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